Embora me custe um bocadinho a admitir,
mas o ter trinta anos é um facto na minha vida. Sempre que penso nisso tenho um
mini ataque cardíaco ou sinto-me como se tivesse levado um murro no
estômago...é inevitável sentir isto (por vezes as duas coisas ao mesmo tempo). E
sempre que ouço alguém dizer " Fazer trinta anos não me afectou em nada,
estou igual!" apetece-lhe dar-lhe dois estalos e chamar-lhe de aldrabona!
Afecta sim senhora por isso não me venham com tretas nem com estados de
espírito muito zen.
Mas o que mais me aborrece, me tira do
sério mesmo é, desde que entrei no trinta, o aumento significativo das vezes
que me perguntam "Quando te casas?"; "Ainda não casa-te?";
das minhas favoritas " Estás à espera de quê? Daqui a bocado estás passada!"
e mais outra que está no meu top: "A minha filha já está casada e já tem uma
equipa de futebol cinco e tua ainda está solteira?". É uma coisa assustadora,
parece que estou na guerra a ser bombardeada por todos os lados!
E devido a esta insistência quando
sufocante, estive a consultar a legislação e não encontrei nenhuma lei em que
mencionasse a obrigatoriedade do matrimonio nem nenhum artigo onde estivesse
explicito o prazo de validade de uma mulher ou a idade exacta para casar e ter
filhos...nada, rien!!
Portanto não entendo a vossa aflição! A
não ser que me queiram pagar a boda e a educação dos meus pequenos, se for esse
o caso digam-me porque assim começo a andar com aquelas malinha ao pescoço
(como as da cruz vermelha) para vocês colocarem os vossos donativos...tudo em
nome de uma boa causa: Não morrer triste, só e solteirona!
Senhores, não me pressionem, não funciono
bem com pressões, deixem-me viver a minha vidinha como eu bem entendo e quando
se cruzarem comigo perguntem-me só como estou, como vai a minha saúde ou até
mesmo sobre o tempo, pode ser? É que senão um dia destes vou ser picada pelo
mesmo bicho que picou o Rei de Espanha.
Peace and love, people!











